quarta-feira, 30 de novembro de 2011

30 de Novembro de 2011

encostar-me à tua boca
para encontrar a palavra
presa ao fundo da garganta

encostar-me à superfície
para descobrir-te o som
livre no denso silêncio

e juntar às flores com mel
letras muito pequeninas
dançando na nossa pele

horas são presas dos dias
e um pedaço de infinito
preso neste papel

é tudo encostar-me ao céu de desenhar-te nuvens...

2 comentários:

tiaselma.com disse...

Como é linda a minha poeta portuguesa com sobrenome de rio farto e inspirador...

Adorei o poema.

Beijocas!

Ângela F. Marques disse...

e um soneto com apêndice:)

Lindooooooooo!

The Beggar Maid
Sir Edward Burne-Jones
Theseus in the Labyrinth
Sir Edward Burne-Jones

Obrigada!

Veio do aArtmus

Obrigada!

Veio do Contracenar

Obrigada!

Obrigada!

Dedicatórias

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