quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

09 de Fevereiro de 2012

acho que foi tudo isso
sim o que estás a pensar
o guarda-chuva
sem chuva
e o calor
que não brotava de ti

depois...
que há para dizer depois?
uma porta para sair
e outra para entrar
palavras e etiquetas
folhas e marcadores
e a vida
sem flores

fomos indo... lembras-te? p'la estrada fora como o Kerouac
havia uma paragem inventada
e uma hora ou duas
para beijar o tempo
mastigar segundos
antes de partir

e o carro sem gasolina
a alma sem combustível
um pneu furado
e a roupa voando
nas mãos
tonta pedi-te o mar ah mar prata com rosas no fundo
tu disseste não
dou-te antes um rio
com pedra filosofal

eu nadei p'ra ti
escrevi-te com o corpo
molhado
e era hora de partir
usei as pernas
fui
me
deixei um beijo no motor do sonho
afinei travões
e foi isso
o que não estás a pensar
que nome lhe dar?


3 comentários:

Ângela F. Marques disse...

Que bom!....

LINDOOOOOOOOOOOOO

Mar Arável disse...

Um dia talvez

seremos de novo crianças

Victor Nogueira disse...

Gosto muito destes teus poemas que senti neste blog
Bjos :-)

The Beggar Maid
Sir Edward Burne-Jones
Theseus in the Labyrinth
Sir Edward Burne-Jones

Obrigada!

Veio do aArtmus

Obrigada!

Veio do Contracenar

Obrigada!

Obrigada!

Dedicatórias

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