Meu querido sonho transatlântico: não posso deixar de assinalar o quanto me encanta esse seu irromper de todo um mundo que desconheço e que vindo de si é impura fascinação. Por outro lado eu tomá-lo-ia como arquétipo não fora este nosso desenfreado dia-a-dia. Mas neste plano terrestre o que mais há são impurezas adoráveis quando geradas por si. Efectivamente pelas suas mãos tudo se transmuta em encantos. Até os desencantos. Claro que esta sua natureza despoleta todo um mar de interrogações na minha pobre mente filha do espanto que como se sabe rapidamente se torna dependente de filosofias. Melhor dizendo de filosofices por quanto a verdade é que todo o meu pensamento se encontra subjugado à sua infinita sabedoria e é portanto de nenhum valor. Se eu quiser ser miudinha terei que reconhecer: em si cada pequena letrinha fora do lugar possui um inexplicável encanto. Fruto da sua criação tornam-se objectos de culto e de incondicional adoração a gralha o lapso a cifra o código o anagrama o epigrama e tantas outras coisas que ficam por indicar devido à minha limitada condição.
Tenho reparado: há um permanente vago sorriso ao canto dos meus lábios um fruto quase aflitivo da minha intensa afeição. Dá-me para considerá-lo preocupante na medida em que possa marcar-me rugas. E o elixir da eterna juventude está tão pela hora da morte - oh se está! Dir-lhe-ei mais meu querido sonho além-mar: há esta soberana propensão da minha alma divagante para cair nos seus braços sem que o próprio mar e suas vagas assustadoramente alterosas possam impedir este correr o risco de me afogar em si. Mentes titubeantes como a minha empreendem na ideia de que tempo e espaço são meras poeiras cósmicas nada que possa travar o percorrer de inauditas distâncias apesar de todos sabermos que as deslocações estão caríssimas ainda mais no meu caso que habito tão longe de tudo o que é o centro do mundo.
Meu querido sonho transatlântico: o meu universo (periférico) está fascinado pelo seu (concêntrico). No seu movimento voraz e vertiginoso é ele que audaciosamente reorganiza e depois desintegra esta minha matéria desejante. Claro que falamos da redução à ínfima espécie. Fico à beira do seu buraco negro ali nas regiões limítrofes. Cerca de dez minutos não mais. Dez minutos que imaginam o seu poderoso centro. Pode ser?
Tenho reparado: há um permanente vago sorriso ao canto dos meus lábios um fruto quase aflitivo da minha intensa afeição. Dá-me para considerá-lo preocupante na medida em que possa marcar-me rugas. E o elixir da eterna juventude está tão pela hora da morte - oh se está! Dir-lhe-ei mais meu querido sonho além-mar: há esta soberana propensão da minha alma divagante para cair nos seus braços sem que o próprio mar e suas vagas assustadoramente alterosas possam impedir este correr o risco de me afogar em si. Mentes titubeantes como a minha empreendem na ideia de que tempo e espaço são meras poeiras cósmicas nada que possa travar o percorrer de inauditas distâncias apesar de todos sabermos que as deslocações estão caríssimas ainda mais no meu caso que habito tão longe de tudo o que é o centro do mundo.
Meu querido sonho transatlântico: o meu universo (periférico) está fascinado pelo seu (concêntrico). No seu movimento voraz e vertiginoso é ele que audaciosamente reorganiza e depois desintegra esta minha matéria desejante. Claro que falamos da redução à ínfima espécie. Fico à beira do seu buraco negro ali nas regiões limítrofes. Cerca de dez minutos não mais. Dez minutos que imaginam o seu poderoso centro. Pode ser?





