segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

14 de Fevereiro de 2011

estás quando os teus dedos escrevem e estás quando a flor se desmancha por não estares
já é amanhã e nada fala de ti no murmúrio silencioso no colorido do céu vazio
penso-te depois de amanhã se hoje te sentir logo ao adormecer
meu cavaleiro andante que cruzas este mundo repleto de mãos
ansiosas cambiantes do que não sou para te revelar no futuro
um sussurro ao teu ouvido será eco do meu silêncio quando te disser
"os teus olhos são dois lugares cintilantes" mesmo aqui ao pé de mim
e te proteger do sol faíscante e dormente me encostar a ti
após afastar a chuva e os animais foragidos que ressurgem na calada da noite
do teu corpo florestal dessa frescura e calor mais as cores
da exaltação singular que me transporta... a ti
pois tudo desfalece connosco atrás das árvores
e há um lobo perdido a rondar este abraço mortal
(tantas luzes numa casa e não acendem nada)
 

5 comentários:

Paulo disse...

Belíssimo.

Ana Paula Sena disse...

Muito obrigada, Paulo.

J. Pazy disse...

Está muito bem!

tiaselma.com disse...

Sua sensibilidade me encanta, Aninha...

Beijocas.

José Marinho disse...

escrevo-me em ti
água correndo na límpida manhã do orvalho

duas figura de retórica
ó desgraça

Belíssimo texto, orgânico, pulsante. Bela escolha musical, agradecendo a partilha. Tudo de bom.

The Beggar Maid
Sir Edward Burne-Jones
Theseus in the Labyrinth
Sir Edward Burne-Jones

Obrigada!

Veio do aArtmus

Obrigada!

Veio do Contracenar

Obrigada!

Obrigada!

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